Abrir empresa não é só "tirar o CNPJ". As escolhas que você faz no começo — atividade, tipo de empresa e regime tributário — definem quanto você vai pagar de imposto e quanta burocracia vai ter todo mês. Veja o caminho para começar organizado.
1. Defina a atividade e o CNAE
O CNAE é o código que descreve o que a sua empresa faz. Ele parece um detalhe, mas influencia diretamente o regime, os impostos e as obrigações. Uma empresa pode ter uma atividade principal e várias secundárias — o importante é que reflitam de verdade o que você vai fazer, sem sobrar (paga a mais) nem faltar (risco fiscal).
2. Escolha a natureza jurídica
É o "formato" da empresa. Para quem presta serviço, os mais comuns hoje são:
- MEI — para faturamento baixo (até R$ 81 mil/ano) e atividades permitidas. Simples e barato, mas limitado.
- Empresário Individual ou SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) — para quem vai sozinho e já passou (ou vai passar) do MEI.
- Sociedade Limitada (LTDA) — quando há mais de um sócio.
A SLU, em especial, virou uma ótima opção para o profissional que empreende sozinho, porque separa o patrimônio pessoal do da empresa sem exigir sócio.
3. Escolha o regime tributário
Para a maioria das empresas de serviços que estão começando, o Simples Nacional é o ponto de partida — reúne vários impostos numa guia só e costuma ser o mais econômico. Mas nem sempre: dependendo do faturamento e da margem, Lucro Presumido pode ser mais vantajoso. Essa conta merece ser feita, não chutada.
Dica: em serviços, vale já olhar o Fator R na largada — ele pode colocar a sua atividade num anexo do Simples com imposto bem menor.
4. Reúna os documentos
- Documento de identidade e CPF dos sócios;
- Comprovante de endereço (seu e o do endereço da empresa);
- Definição do capital social e da divisão entre sócios;
- Endereço fiscal — pode ser comercial, residencial ou virtual, conforme a atividade e as regras do município.
5. O registro em si
Aqui entra a parte burocrática: elaboração do contrato social, registro na Junta Comercial, obtenção do CNPJ na Receita Federal, inscrição municipal e, quando necessário, alvarás e licenças. É a etapa em que a maioria trava sozinha — e é justamente o que a contabilidade resolve para você.
6. As primeiras obrigações
Com o CNPJ na mão, ainda faltam alguns passos para operar de verdade:
- Emitir nota fiscal (habilitação na prefeitura / certificado digital, conforme o caso);
- Definir o pró-labore dos sócios;
- Organizar a rotina mensal de impostos e obrigações.
Na ATUAN, a abertura é grátis (sem custo de serviço) quando você contrata um plano — as taxas oficiais dos órgãos são pagas à parte, e a gente te orienta em cada uma. Você ainda começa com o 1º mês grátis.
Começar organizado evita o pior cenário: descobrir meses depois que a empresa está no regime errado, com o CNAE errado, pagando imposto a mais e acumulando pendências. Um bom começo é o que faz a diferença — e é rápido quando alguém conduz.